terça-feira, 27 de setembro de 2011

Escolas estaduais realizam “Dia do Saresp” nesta semana

Educadores farão discussões e análises dos Relatórios Pedagógicos do Saresp 2010 que permitirão desde já definir ações para o planejamento de 2012
Até a próxima sexta-feira (30/09), as cerca de 5,3 mil escolas da rede estadual de ensino de São Paulo deverão realizar o “Dia do Saresp”. A data é reservada para diretores, coordenadores e professores se reunirem em suas respectivas unidades e discutirem a avaliação dos alunos no Saresp 2010 (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). O intuito é analisar os resultados de forma pedagógica e, a partir dessas informações, planejar ações visando à melhoria da qualidade do ensino.
Este ano, a data de realização do “Dia do Saresp” será definida pelas diretorias de ensino, entre os dias 26 e 30 de setembro. Essa flexibilização tem como objetivo respeitar o planejamento e cronograma das unidades em cada região, facilitando a realização e o acompanhamento do trabalho junto às escolas. 
Na ocasião, as unidades fazem uma espécie de auto-análise, com base no resultado dos seus alunos na avaliação do ano anterior. Essa reflexão deverá ter desdobramento nas reuniões de HTPC (Horas de Trabalho Pedagógico Coletivo) subsequentes, conforme plano a ser elaborado em cada escola.
Sobre o Saresp
O Saresp é uma avaliação realizada desde 1996, pela Secretaria de Estado da Educação, com a finalidade de fornecer informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a situação da escolaridade na rede pública de ensino paulista, com o intuito de orientar os gestores do ensino no monitoramento das políticas voltadas para a melhoria da qualidade educacional.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dicas de Saúde

Enviado pelo Profº Perez

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Educação: reprovada

Matéria pubicada na revista Veja - edição 2234 - nº 37 - 14 de setembro de 2011.


LYA LUFT

Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu apenas tente ser uma observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do "aprender brincando". Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em "reprovação, reprovado", pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar por que tentar?

De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais  despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidade têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.

Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.

Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis — pois o estado não cumpre seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.

Faxinar a miséria louvável desejo da nossa presidente, é essencial para a nossa dignidade. Faxinar a ignorância — que é outra forma de miséria — exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limite, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?

Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir à escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora disso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Projeto prevê punições para estudante que desrespeitar professor

Assunto: Projeto prevê punições para estudante que desrespeitar professor


Para:


Um projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados prevê punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento nas instituições de ensino. De autoria da deputada Cida Borghetti (PP-PR), a proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família, de Educação e Cultura e de Constituição e Justiça. As informações são da Agência Câmara.



De acordo o projeto de Lei 267/11, em caso de descumprimento das regras escolares, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, será encaminhado à autoridade judiciária competente.



A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.



Segundo a deputada Cida Borghetti, a indisciplina em sala de aula


tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, muitas vezes, acabam sem punição.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

EDUCAÇÃO


Matéria publicada na Folha de São Paulo, 28 de agosto de 2011.
Tempo perdido

Editoriais


Pesquisa sobre nível de alunos no ensino básico mostra desigualdade alarmante entre escolas públicas e particulares



Depois de três anos na escola, a maioria das crianças brasileiras não sabe calcular o troco, desconhece a diferença entre um triângulo e um retângulo, não identifica o tema de um texto simples e é incapaz de ler as horas.

Ler as horas, diga-se de passagem, não num relógio comum. Seria exigir demais. A incapacidade se verifica diante do mostrador de um relógio digital.

Tempo perdido, portanto: a frase, talvez excessivamente dramática, aplica-se ao que acontece nas salas de aula de grande parte das escolas do país, num período crucial para a aquisição de habilidades básicas na leitura, na escrita e na aritmética.

É o resultado a que chegou uma pesquisa em 250 escolas brasileiras, públicas e particulares, realizada pelo movimento Todos pela Educação. A chamada Prova ABC avaliou 6.000 alunos que concluíram o 3º ano (antiga 2ª série) do ensino fundamental, em todas as capitais do país. São crianças que em geral têm 8 anos de idade.

Mais do que as deficiências substantivas constatadas na pesquisa, é o abismo entre alunos de escolas públicas e particulares o que chama a atenção.

Nas escolas pagas, 3/4 das crianças atingiram os resultados esperados em matemática; a porcentagem reduziu-se a 43% entre os alunos da rede pública. Disparidades gritantes também se manifestaram nos testes de leitura (79% contra 49%) e de escrita (82% contra 53%).

Há também diferenças conforme as regiões do país. No Sudeste e no Sul, o índice de desempenho satisfatório dos alunos é superior (respectivamente, 63% e 64%) ao do Nordeste (43%) e ao da região Norte (44%).

Em todas as partes do país, entretanto, o hiato entre escola pública e privada constitui o dado mais impressionante da pesquisa.

Apenas um exemplo. Na região Sudeste, 81% dos alunos de escolas particulares foram bem em matemática. Na rede pública, a proporção cai para 37%.

Confirma-se, é claro, a constatação de que o Brasil tarda a enfrentar o desafio que se segue ao processo, bem-sucedido, de universalização do ensino básico. Garantido o acesso ao ensino fundamental, falta fazer com que se torne, de fato, ensino.

Não é apenas o aluno que marca passo, diante do absenteísmo e da má remuneração dos professores, da carência de material escolar e de orientação pedagógica adequada. É o país inteiro, que se gaba de avançar rumo ao grupo das potências econômicas mundiais, que arrasta, no plano da qualificação da mão de obra e da formação dos cidadãos, o peso de seu passado.

  

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

DRHU divulga calendário de inscrições para processo de atribuição de aulas

Calendário de inscrições:
18 de agosto a 30 de setembro:


Os professores da rede estadual de ensino e os candidatos à contratação que já possuam cadastro funcional no sistema da Secretaria da Educação. As inscrições devem ser feitas pelo próprio professor no site www.educacao. sp.gov.br. A seu critério, o professor deverá indicar:  
Efetivos:
a) Jornada de Trabalho Docente: manutenção,
ampliação ou redução;
b) Atribuição de classe e aulas nos termos
do artigo 22 da Lei Complementar
444/85;
b) Atuação em classes, turmas ou aulas
de Projetos da Pasta.
Celetistas e estáveis pela Constituição
de 88 e pela Lei 1010/2007:
a) Carga horária máxima pretendida;
b) Atuação em classes, turmas ou aulas
de Projeto da Pasta;
c) Realizar a Prova de Avaliação 2011, optando
por “prova classe”ou pela “prova
aulas”, neste caso indicando a disciplina
desejada ou Educação Especial;
d) Opção por realizar nova prova
para melhoria da nota.
Docentes categorias “L” e “O” e
candidatos a contratação:
a) Carga horária máxima pretendida;
b) Atuação em classes, turmas ou aulas
de Projeto da Pasta;
c) Realizar a Prova de Avaliação 2011,
optando por “prova classe”ou pela
“prova aulas”, neste caso indicando
a disciplina desejada ou Educação
Especial;
d) Mudança de Diretoria de Ensino.
16 de agosto a 9 de setembro:
Candidatos a contratação que não
possuem cadastro funcional: deverão
comparecer a uma das Diretorias de Ensino




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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O "BURRO" VEREADOR QUER MEDIR TODA UMA CATEGORIA PELA SUA RÉGUA!

 
O "burro", em seu estado natural, dotado de uma liberdade necessária e total numa democracia, buscou, na medida do que lhe era circunstancialmente possível em seu histórico de vida, estabelecer seus valores e destes projetou uma régua ,julgando toda uma categoria de trabalhadores. A este conjunto de valores, que compõe a sua régua, não podia esperar outra coisa.Somente a falta de respeito com os educadores.Quem será a próxima categoria a ser vítima desse cidadão?

Meus amigos,ano que vem teremos eleições vamos escolher melhor nossos vereadores,analisar a vida do cidadão candidato, conhecer um pouco de sua história,não vender o voto por nada, aí quem sabe não teremos mais" burro" vereador em jacareí!!
  • NÃO PRECISAMOS DE QUANTIDADE DE VEREADORES, MAS SIM DE QUALIDADE

    Verdades da Profissão de Professor

    Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
    A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
    Paulo Freire

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