terça-feira, 5 de abril de 2011

ESCOLA


Descrição:

Nada contra a maravilhosa tenda de fantasia que é o circo e, muito menos, contra os queridos palhaços que tanta alegria trazem com suas peripécias e exageros. Todavia a expressão serve para referendar vários equívocos que hoje a sociedade impõe à escola e ao professor.
O professor é um profissional com uma nobre função que é a de preparar os sujeitos para conviverem, servirem à sociedade e, quando necessário, transformá-la, tarefas nada fáceis. Por que, então, o professor é tão descredenciado por essa mesma sociedade que ajuda a formar?
A resposta pode ser dada em uma única frase ou pode servir para construir uma tese de doutorado.
Ora, o professor é um instigador de ideais, mas ele também precisa sentir prazer com o que faz, ou então, estará sendo obrigado a ser hipócrita, falando coisas em que não acredita, transmitindo emoções que não sente e isto mata a educação.''

CARTILHA CONTRA INDISCIPLINA

ESTADO DE SÃO PAULO LANÇA CARTILHA CONTRA INDISCIPLINA E VIOLÊNCIA NA ESCOLA



Sob o nome “Normas Gerais de Conduta Escolar” a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo lançou uma cartilha para padronização das normas e condutas nas escolas e principalmente, das punições aplicadas aos estudantes.

O documento de 18 páginas, disponível em http://www.fde.sp.gov.br/Arquivo/normas_gerais_conduta_web.pdf estabelece direitos, deveres e condutas dos estudantes nos ambientes escolares, para “garantir a observância de regras saudáveis de convivência no ambiente escolar” (p. 7).

Uma das inovações desse documento é a determinação de que as faltas disciplinares relativas “ao contato físico” (agressões) e condutas que violem direitos constitucionais, o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente deverão ser obrigatoriamente levadas ao conselho de escola, para aplicação de punições como suspensão e transferência compulsória, DEVENDO A ESCOLA COMUNICAR À SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO sobre quais medidas foram adotadas.

Ao que parece, essa cartilha padroniza procedimentos e sanções dentro de um certo rigor, obrigando as direções de escola a adotarem medidas mais severas, especialmente nos casos que possam ser considerados crime ou ato infracional, uma vez que as escolas são abrigadas a se explicarem para a SEE sobre as ações que tomaram diante das ocorrências que tiveram.

Antes de emitir qualquer opinião sobre o assunto, recomendamos aos professores que leiam e divulguem o documento em suas escolas.

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

DESMOTIVAÇÃO

Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 21 de março de 2011.

Professor "novato" desiste de aulas na rede estadual

Por dia, dois docentes recém-concursados abandonam escolas em São Paulo

Principal reclamação é sobre falta de estrutura na rede; governo afirma que desistências estão dentro do esperado

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Formado na USP, Edson Rodrigues da Silva, 31, foi aprovado ano passado no concurso público da rede estadual para ensinar matemática. Passou quatro meses no curso preparatório obrigatório do Estado para começar a lecionar neste ano no ABC paulista. Ao final do primeiro dia de aula, desistiu.

"Vi que não teria condições de ensinar. Só uma aluna prestou atenção, vários falavam ao celular. E tive de ajudar uma professora a trocar dois pneus do carro, furados pelos estudantes. Se continuasse, iria entrar em depressão. Não vale passar por isso para ganhar R$ 1.000 por 20 horas na semana."

Silva diz que continuará apenas na rede privada. Como ele, outros efetivados neste ano pelo governo já desistiram das aulas, passados apenas 39 dias do início das aulas, sendo 25 letivos.

Até sexta-feira, 60 já haviam finalizado o processo de exoneração, a pedido, média de mais de dois por dia letivo. Volume não informado pela Secretaria da Educação está com processo em curso.

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) diz ser normal o número de desistências, considerando a quantidade de efetivações (9.300). Educadores, porém, discordam.

Para a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Maria Marcia Malavasi, "o cenário é triste; especialmente na periferia, os professores encontraram escolas sem estrutura, profissionais mal pagos, amedrontados e desrespeitados."


As desistências têm diferentes motivações. Entre as principais citadas por exonerados ouvidos pela Folha estão falta de condições de trabalho (salas lotadas, por exemplo), desinteresse de alunos e baixos salários.

"Muitos alunos não apresentam condições mínimas para acompanhar o ensino médio e têm até uma postura agressiva com o professor", disse Juliana Romero de Mendonça, 25, docente de química. "A realidade da escola é diferente da mostrada no curso", afirmou Gilson Lopes Silva, 30, de filosofia.

O concurso selecionou docentes de todas as matérias do final dos ensinos fundamental e médio, séries com muitos temporários e mais problemas de qualidade.

Para Maria Izabel Noronha, presidente do sindicato do magistério, além de condições precárias da rede, "a formação nas universidades não é satisfatória, pois elas trabalham com uma escola irreal, de alunos quietinhos". Ela exige que o Estado dê mais tempo aos docentes para a formação em serviço.

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