terça-feira, 22 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
A nuvem é um meio de levar a educação para um novo patamar
A nuvem na educação: auxiliando alunos, professores e escolas
A nuvem já mostra o seu potencial para mudar as características estruturais do ensino nas escolas, cortando gastos e evitando burocracias pelo mundo todo
A aplicação do conceito de computação em nuvem nas escolas abre uma série de possibilidades de modernização do sistema de ensino. Alunos, professores e diretores podem ser beneficiados pelos avanços proporcionados pela nuvem, que vão do modo como as aulas são dadas ao aumento na eficiência da administração escolar.
Para começar, as escolas podem deixar os livros didáticos de lado, hospedando o seu conteúdo de ensino na nuvem. Isso otimiza o tempo em sala de aula, já que os professores podem disponibilizar o conteúdo pela internet e aproveitar o contato com os alunos para outras atividades, como o esclarecimento de dúvidas e aprofundamento dos assuntos.
No âmbito administrativo, documentos e arquivos internos de cada escola e de seus alunos também podem ser colocados na nuvem, permitindo que a consulta a informações seja possível a qualquer momento, por qualquer membro da direção da escola e em qualquer lugar.
Exemplos de sucesso
Já existem exemplos de sucesso pelo mundo do uso da nuvem na educação. O Instituto de Pesquisas e Saúde da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, implementou seu próprio sistema de computação em nuvem, que fez com que o tempo para a análise de dados caísse de dias para horas, trazendo eficiência e agilidade aos alunos e funcionários. O sistema, fornecido pela IBM, promove ainda ganhos em matéria de sustentabilidade, oferecendo uma maior eficiência no uso da energia pelos computadores.
O condado de Gwinnett, na Geórgia (EUA), por sua vez, utiliza-se da nuvem para otimizar a administração das suas escolas. Cerca de 160 sites estão hospedados em uma rede única, possibilitando o controle dos seus serviços de e-mail e facilitando a manutenção dos seus servidores quando necessário, dispensando a necessidade do envio de técnicos a 160 locais diferentes.
Já o sistema de educação do condado de Pike, no Kentucky (EUA), usou a nuvem para modernizar as escolas com economia: com máquinas muito velhas e quase obsoletas, a administração pública hospedou os softwares destes computadores na nuvem, aumentando a sobrevida dos aparelhos e aprimorando suas funcionalidades sem precisar comprar novas máquinas. O mesmo foi feito pela Universidade Florida Atlantic, também nos Estados Unidos, resultando numa economia de 600 mil dólares.
Com estes exemplos é possível perceber os benefícios que a computação em nuvem pode trazer para a educação. Além de atualizar a dinâmica na sala de aula, essa tecnologia ainda otimiza aadministração escolar, colabora para a redução de gastos e promove a sustentabilidade.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Matéria publicada no Portal G1 (Globo.com), 22 de maio de 2013.
Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, diz estudo
Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.
Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.
Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.
Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky - publicada pela Associação de Ciências Psicológicas - descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.
`Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo`, diz ele.
`Isso pode comprometer a compreensão sobre o material`, afirma.
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um `cobertor de segurança` para muitos estudantes.
Resumos e mnemônicos
Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos.
Mas Dunlosky diz: `Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada`.
`Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem`, diz.
Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos.
Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como `Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A`, para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.
Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: `Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física`.
Repetição
Então, o que funciona?
Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas - testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.
`Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo`, diz Dunlosky.
`Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona`, afirma.
Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.
`Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe`, diz o pesquisador.
`Prática distribuída`
Porém a melhor estratégia é uma técnica chamada `prática distribuída`, de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados - evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.
Dunlosky diz que essa é a estratégia `mais poderosa`. `Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames`, observa.
`Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material`, diz.
`Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho`, avalia.
Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não - as melhores técnicas funcionam para todos.
E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.
Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.
Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.
Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.
Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky - publicada pela Associação de Ciências Psicológicas - descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.
`Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo`, diz ele.
`Isso pode comprometer a compreensão sobre o material`, afirma.
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um `cobertor de segurança` para muitos estudantes.
Resumos e mnemônicos
Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos.
Mas Dunlosky diz: `Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada`.
`Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem`, diz.
Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos.
Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como `Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A`, para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.
Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: `Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física`.
Repetição
Então, o que funciona?
Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas - testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.
`Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo`, diz Dunlosky.
`Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona`, afirma.
Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.
`Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe`, diz o pesquisador.
`Prática distribuída`
Porém a melhor estratégia é uma técnica chamada `prática distribuída`, de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados - evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.
Dunlosky diz que essa é a estratégia `mais poderosa`. `Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames`, observa.
`Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material`, diz.
`Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho`, avalia.
Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não - as melhores técnicas funcionam para todos.
E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.
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