terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

DESMOTIVAÇÃO

Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 21 de março de 2011.

Professor "novato" desiste de aulas na rede estadual

Por dia, dois docentes recém-concursados abandonam escolas em São Paulo

Principal reclamação é sobre falta de estrutura na rede; governo afirma que desistências estão dentro do esperado

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Formado na USP, Edson Rodrigues da Silva, 31, foi aprovado ano passado no concurso público da rede estadual para ensinar matemática. Passou quatro meses no curso preparatório obrigatório do Estado para começar a lecionar neste ano no ABC paulista. Ao final do primeiro dia de aula, desistiu.

"Vi que não teria condições de ensinar. Só uma aluna prestou atenção, vários falavam ao celular. E tive de ajudar uma professora a trocar dois pneus do carro, furados pelos estudantes. Se continuasse, iria entrar em depressão. Não vale passar por isso para ganhar R$ 1.000 por 20 horas na semana."

Silva diz que continuará apenas na rede privada. Como ele, outros efetivados neste ano pelo governo já desistiram das aulas, passados apenas 39 dias do início das aulas, sendo 25 letivos.

Até sexta-feira, 60 já haviam finalizado o processo de exoneração, a pedido, média de mais de dois por dia letivo. Volume não informado pela Secretaria da Educação está com processo em curso.

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) diz ser normal o número de desistências, considerando a quantidade de efetivações (9.300). Educadores, porém, discordam.

Para a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Maria Marcia Malavasi, "o cenário é triste; especialmente na periferia, os professores encontraram escolas sem estrutura, profissionais mal pagos, amedrontados e desrespeitados."


As desistências têm diferentes motivações. Entre as principais citadas por exonerados ouvidos pela Folha estão falta de condições de trabalho (salas lotadas, por exemplo), desinteresse de alunos e baixos salários.

"Muitos alunos não apresentam condições mínimas para acompanhar o ensino médio e têm até uma postura agressiva com o professor", disse Juliana Romero de Mendonça, 25, docente de química. "A realidade da escola é diferente da mostrada no curso", afirmou Gilson Lopes Silva, 30, de filosofia.

O concurso selecionou docentes de todas as matérias do final dos ensinos fundamental e médio, séries com muitos temporários e mais problemas de qualidade.

Para Maria Izabel Noronha, presidente do sindicato do magistério, além de condições precárias da rede, "a formação nas universidades não é satisfatória, pois elas trabalham com uma escola irreal, de alunos quietinhos". Ela exige que o Estado dê mais tempo aos docentes para a formação em serviço.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

ATITUDE POSITIVA

Compreender e aceitar as diferenças do outro é confortante, evita conflitos e traz paz interior

Do latim, Tolerantia. No dicionário Aurélio, entre os muitos significados, tolerância é também a tendência a admitir modos de pensar, agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos. Vista assim, é pura virtude. E, na medida em que vencemos a dificuldade nossa de cada dia de compreender e aceitar o que nos é estranho, damos passos firmes na conquista da paz interior. Palavras de especialistas.

Muitas vezes a tolerância é confundida com submissão, comodismo ou conformismo. "A tolerância não significa endossar o pensamento do outro, ou concordar com ele por interesse ou por medo de contrariá-lo. Pensar assim é um engano. Quando se é tolerante, se mantém os próprios pontos de vista. É apenas a aceitação do outro.

Linux

Conheça a história do Linux!
Software livre desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds, o Linux é o sistema operacional utilizado nos computadores do programa Acessa SP. Conheça sua história neste vídeo.






Apesar de ainda parecer um nome estranho para muita gente, o Linux vem sendo cada vez mais utilizado. Para quem ainda não conhece muito bem esse Pinguinzinho – Tux, um pinguim gordinho, é o símbolo do Linux - a informação básica sobre ele é de que se trata de um software livre, ou seja, que possui código fonte disponível para qualquer pessoa utilizar, estudar, modificar e distribuir de acordo com os termos de sua licença. Outra informação importante é que os computadores do programa Acessa SP utilizam o Linux como sistema operacional.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, 02/02/2011 - São Paulo SP

Após 9 anos ''de sofrimento'', professora abandona magistério



Cansada do salário baixo e das condições ruins de trabalho, Rita abre mão de 2 empregos públicos e decide virar autônoma



Luciana Alvarez



"Era muito sofrimento", resume a ex-professora Rita Rodrigues, que após nove anos dando aulas de artes nas redes estadual e municipal de São Paulo decidiu no ano passado mudar de carreira. Ela abriu mão da estabilidade de dois concursos públicos para se tornar autônoma - aos 28 anos, faz consultoria de harmonização de ambientes com base na técnica chinesa do Feng Shui. "Foi triste largar. A gente se sente bem quando dá uma boa aula, mas não tinha condições de trabalho." Rita entrou na rede estadual quando ainda era estudante. "Tinha 18 anos e estava na faculdade, mas como faltava professor eles aceitavam", conta. Ao se formar, passou em dois concursos. Durante seu período de magistério, atuou em todas as séries do ensino fundamental e médio de escolas de várias regiões da capital. Segundo ela, com condições de trabalho sempre difíceis.



"Nunca tinha material, precisava tirar do meu bolso para comprar algumas coisas e fazer um bom trabalho. Depois ainda via os políticos na TV dizendo que tudo estava uma maravilha", reclama. O baixo salário e desvalorização da carreira por parte da sociedade também pesaram em sua decisão. "Participei de três greves. Mas a gente passa maus bocados e ainda é visto pela sociedade como vagabundo." Rita diz que, com o tempo, começou a ficar desanimada e até depressiva. "Era comum chegar em casa e chorar, estava sempre estressada. Quem trabalha de verdade se desgasta, fica doente." Segundo ela, vários colegas também estão desistindo do magistério. "Admiro quem consegue se manter dando aulas pelo amor à profissão. Para mim, são mártires."

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