| atéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, de 02/08/10 Nota mais alta não é educação melhor Uma das principais defensoras da reforma educacional americana - baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas - mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação. Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação. Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado. Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana? Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo. Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability? O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria - e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas. Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações? Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste. Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados? Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho. E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores? Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades. Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação? As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação. O que se pode aprender da reforma educacional americana? A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los. Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos? A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação. QUEM É É pesquisadora de educação da Universidade de Nova York. Autora de vários livros sobre sistemas educacionais, foi secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush. Foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para o National Assessment Governing Board, órgão responsável pela aplicação dos testes educacionais americanos. |
terça-feira, 3 de agosto de 2010
MELHORAR A EDUCAÇÃO E NÃO SIMPLESMENTE AUMENTAR AS PONTUAÇÕES NAS PROVAS!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Grandes Matemáticos
| Biografias / Euclides de Alexandria |
| Euclides de Alexandria; não se sabe ao certo onde e quando nasceu, mas foi um dos sábios chamados para ensinar na escola criada por Ptolomeu, na Alexandria em 306 A.C., chamada "Museu'. Diz-se que Euclides tinha grande capacidade e habilidade de exposição e algumas lendas o caracterizam como um bondoso velho.Seus livros são os mais antigos tratados gregos existentes, embora se tenha perdido mais da metade deles. Um dos mais lamentáveis desaparecimentos foi o dos "Porismas de Euclides;' que poderiam conter aproximações da Geometria Analítica e Pappus dá-nos uma noção do que um porisma como algo entre um teorema (em que alguma coisa é proposta para resolver) e um problema (em que alguma coisa é proposta para construir). Cinco das obras de Euclides sobreviveram. "Óptica" onde, indica seu estudo de perspectiva e desenvolve uma teoria contrária à de Aristóteles, segundo a qual o olho envia os raios que vão até o objeto que vemos. Em "Os Fenômenos' discorre sobre Geometria esférica para utilização dos astrônomos. 'A Divisão" contém 36 proposições relativas à divisão de configurações planas. "Os Dados" forma um manual de tabelas, servindo como guia de resolução de problemas, com relação entre medidas lineares e angulares num círculo dado. E finalmente, "Os Elementos", obra que superou a de todos seus contemporâneos, contendo treze capítulos sobre Aritmética, Geometria e Álgebra. Os seis primeiros capítulos são sobre Geometria plana elementar; os três seguintes, sobre Teoria dos Números; o livro X, sobre incomensuráveis e os três últimos, sobre Geometria no espaço. Entre eles os mais admirados são o quinto e o décimo que tratam da teoria das proporções. O primeiro capitulo inicia com vinte e três definições, entre elas, "um ponto é o que não tem parte', "uma reta é um comprimento sem largura ' e "uma superfície é o que tem apenas comprimento e largura ', que foram melhoradas mais tarde por Platão. Em "Os Elementos" aparece também o célebre postulado das paralelas ("por um ponto fora de uma reta existe uma única paralela") e em uma das proposições mostra em termos geométricos o que hoje são as identidades (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 e a2 - b2 = (a + b) (a - b). No capítulo VII enuncia regras fundamentais para a Teoria dos Números como o conhecido "Algoritmo de Euclides", para achar o máximo divisor comum entre dois números. "Os Elementos" data 300 A.C. e foi o texto mais influente de todos os tempos e com maior número de edições publicadas, tão marcante que seus sucessores o chamavam de "o elementador'' Bibliografia: Fundamentos de Matemática Elementar Gelson IezziAtual Editora |
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Marco Aurélio Para Deputado Estadual nº 13130
Jacareí merece um Deputado Estadual .Vamos apoiar o Ex. Prefeito Marco Aurélio!Esse é trabalhador! está com o povo!.Esse é o meu candidato para representar Jacareí e região na Assembléia Legislativa Estadual.
Marco Aurélio,esse nós Conhecemos!
E aprovamos!
vote no 13130
terça-feira, 13 de julho de 2010
Matéria publicada no jornal Diário de São Paulo, de 07/07/10
Educação em primeiro lugar
Gostaria de aproveitar este espaço para falar sobre um tema muito importante para o desenvolvimento de São Paulo: a educação de qualidade. Para profissionalizar os jovens e garantir que as crianças aprendam de verdade, educação deve ser prioridade absoluta.
Se quisermos fazer planos para melhorar a educação, precisamos valorizar os professores, este é o único caminho para alcançar um ensino de qualidade.
O governo do estado tem que pagar salários dignos, abrir concurso para mais de 90 mil professores que estão em situação precária, oferecer plano de carreira e programas de formação permanente, em parceria com USP, Unesp e Unicamp.
Além de professores qualificados e motivados, educação de verdade também exige acompanhamento por parte dos pais. Por isso a avaliação sistemática e o boletim têm que ser levados a sério. Só assim, professores e pais poderão acompanhar o desempenho das crianças, não para reprová-las, mas para ajudá-las. O sistema de ensino precisa de profundas mudanças. Instituir progressivamente o ensino integral, por exemplo, é uma meta estratégica.
Tudo isso para garantir que nenhuma criança chegue à primeira série e continue passando de ano sem saber ler e escrever, como , infelizmente, ainda acontece. A aprovação automática desmotiva os alunos, desvaloriza a escola e retira a autoridade do professor. Isto vai acabar no meu governo.
Uma área que merece atenção especial é o ensino médio. Os adolescentes devem conciliar o estudo das matérias básicas e o ensino profissionalizante. Os jovens conseguirão o primeiro emprego com mais facilidade, o que também é fundamental para São Paulo.
O governo de São Paulo precisa fazer mais creches, escolas técnicas e universidades públicas no interior. E, finalmente, pretendo colocar banda larga , dar aos alunos acesso, aos computadores e produzir material pedagógico digital para colocar os estudantes na internet e a escola no futuro.
No meu governo esses projetos serão colocados em prática e a sociedade sairá ganhando. É mais barato educar para a cidadania e profissionalizar a juventude do que tentar tirar os jovens das drogas, da violência e do álcool.
Aloizio Mercadante é economista, senador pelo PT-SP e candidato a governador do Estado.
Gostaria de aproveitar este espaço para falar sobre um tema muito importante para o desenvolvimento de São Paulo: a educação de qualidade. Para profissionalizar os jovens e garantir que as crianças aprendam de verdade, educação deve ser prioridade absoluta.
Se quisermos fazer planos para melhorar a educação, precisamos valorizar os professores, este é o único caminho para alcançar um ensino de qualidade.
O governo do estado tem que pagar salários dignos, abrir concurso para mais de 90 mil professores que estão em situação precária, oferecer plano de carreira e programas de formação permanente, em parceria com USP, Unesp e Unicamp.
Além de professores qualificados e motivados, educação de verdade também exige acompanhamento por parte dos pais. Por isso a avaliação sistemática e o boletim têm que ser levados a sério. Só assim, professores e pais poderão acompanhar o desempenho das crianças, não para reprová-las, mas para ajudá-las. O sistema de ensino precisa de profundas mudanças. Instituir progressivamente o ensino integral, por exemplo, é uma meta estratégica.
Tudo isso para garantir que nenhuma criança chegue à primeira série e continue passando de ano sem saber ler e escrever, como , infelizmente, ainda acontece. A aprovação automática desmotiva os alunos, desvaloriza a escola e retira a autoridade do professor. Isto vai acabar no meu governo.
Uma área que merece atenção especial é o ensino médio. Os adolescentes devem conciliar o estudo das matérias básicas e o ensino profissionalizante. Os jovens conseguirão o primeiro emprego com mais facilidade, o que também é fundamental para São Paulo.
O governo de São Paulo precisa fazer mais creches, escolas técnicas e universidades públicas no interior. E, finalmente, pretendo colocar banda larga , dar aos alunos acesso, aos computadores e produzir material pedagógico digital para colocar os estudantes na internet e a escola no futuro.
No meu governo esses projetos serão colocados em prática e a sociedade sairá ganhando. É mais barato educar para a cidadania e profissionalizar a juventude do que tentar tirar os jovens das drogas, da violência e do álcool.
Aloizio Mercadante é economista, senador pelo PT-SP e candidato a governador do Estado.
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